Category: Quadril

outubro 26, 2026 0 Comments

Artrose no quadril em idosos: sintomas, causas e tratamento

A artrose no quadril é o desgaste progressivo da cartilagem que reveste a articulação entre o fêmur e a bacia, e ela se torna mais comum à medida que envelhecemos. Em idosos, o sinal mais típico é uma dor na virilha que piora ao caminhar e vem acompanhada de rigidez ao levantar. Com diagnóstico precoce, a maioria dos pacientes controla os sintomas sem cirurgia por um bom tempo.

Quem explica é o Dr. Rafael Flores Zavareze, ortopedista e traumatologista com especialização em Patologias do Quadril pelo INTO/RJ (CRM-SC 17180, RQE 9212), sócio da Incot, clínica de ortopedia no Centro de Florianópolis.

O que é a artrose no quadril?

O quadril é uma articulação do tipo bola e soquete: a cabeça do fêmur se encaixa no acetábulo, uma cavidade da bacia. As duas superfícies são cobertas por cartilagem, um tecido liso que permite o movimento sem atrito. Na artrose, também chamada de osteoartrose ou coxartrose, essa cartilagem vai se desgastando. O espaço entre os ossos diminui, surgem os bicos de papagaio (osteófitos) e o movimento passa a gerar dor e inflamação.

Uma revisão sistemática publicada na revista Arthritis Research & Therapy estimou que cerca de 8,5% da população analisada apresenta sinais radiográficos de artrose no quadril, e que a frequência cresce de forma consistente com a idade.

Por que a artrose no quadril é mais comum em idosos?

A idade é o principal fator de risco, segundo a Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos (AAOS). Com o passar dos anos, a cartilagem perde parte da capacidade de se renovar e de absorver impacto. Mas a idade raramente age sozinha. Outros fatores que aumentam a chance de desenvolver a doença são:

  • Excesso de peso, que aumenta a carga sobre a articulação a cada passo
  • Histórico familiar de artrose
  • Lesões ou fraturas anteriores no quadril
  • Alterações na formação do quadril desde o nascimento, como a displasia do desenvolvimento do quadril

Por isso, envelhecer não significa necessariamente ter artrose. Muitas pessoas chegam aos 70 ou 80 anos com o quadril preservado, enquanto outras começam a sentir sintomas antes dos 60.

Quais são os sintomas da artrose no quadril?

A dor costuma começar aos poucos e se intensificar com o tempo. Os sinais mais frequentes são:

  • Dor na virilha ou na parte da frente da coxa, que pode irradiar para a nádega ou até para o joelho
  • Rigidez pela manhã ou depois de ficar muito tempo sentado
  • Dificuldade para calçar meias e sapatos, cortar as unhas dos pés ou entrar no carro
  • Mancar ao caminhar
  • Sensação de travamento ou estalos na articulação
  • Nas fases avançadas, dor em repouso e durante a noite

Um ponto importante: dor no joelho em idosos às vezes tem origem no quadril. Por isso a avaliação com o especialista faz diferença no diagnóstico.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico começa pela conversa e pelo exame físico, em que o ortopedista avalia a amplitude de movimento, a marcha e os pontos de dor. A radiografia simples é o principal exame de imagem e costuma mostrar a redução do espaço articular e os osteófitos. Em alguns casos, ressonância magnética ou tomografia ajudam a investigar outras causas de dor, como a necrose da cabeça do fêmur.

Qual é o tratamento para artrose no quadril em idosos?

O tratamento é individual e leva em conta a intensidade da dor, o grau de desgaste e o quanto a doença limita a rotina. Diretrizes internacionais, como as do NICE, do Reino Unido, colocam o exercício orientado, a educação do paciente e o controle do peso como base do tratamento, antes de qualquer indicação cirúrgica.

Tratamento sem cirurgia

  • Fisioterapia e exercícios de fortalecimento para a musculatura do quadril e da coxa
  • Atividades de baixo impacto, como natação, hidroginástica e bicicleta
  • Perda de peso, quando há sobrepeso
  • Adaptações na rotina, como evitar escadas em excesso e usar bengala do lado oposto ao quadril dolorido
  • Medicamentos para dor e inflamação, sempre com prescrição médica
  • Infiltrações na articulação, em casos selecionados

Quando a cirurgia entra em cena

Quando a dor persiste mesmo com o tratamento conservador e passa a comprometer a independência e a qualidade de vida, a prótese de quadril (artroplastia) é a opção mais indicada. Entenda os critérios no artigo artroplastia do quadril: quando é necessária.

Perguntas frequentes

Artrose no quadril tem cura?

O desgaste da cartilagem não se reverte, mas os sintomas podem ser bem controlados. Nos casos avançados, a prótese substitui a articulação desgastada e costuma eliminar a dor.

Caminhar faz bem para quem tem artrose no quadril?

Sim, desde que no ritmo certo. Caminhadas leves e exercícios orientados ajudam a manter a força e a mobilidade. Atividades de alto impacto, como corrida, podem piorar os sintomas.

Qual médico trata artrose no quadril?

O ortopedista, de preferência com especialização em quadril, é o profissional indicado para diagnosticar e conduzir o tratamento, inclusive o cirúrgico.

Avaliação com especialista em quadril em Florianópolis

Se você sente dor na virilha, rigidez ao levantar ou dificuldade para tarefas simples do dia a dia, procure avaliação. Na Incot, o Dr. Rafael Flores Zavareze atende pacientes com doenças do quadril na Av. Mauro Ramos, 901, Centro, Florianópolis. Agende sua consulta pelo telefone (48) 3222-0901 ou conheça a equipe de ortopedistas de quadril da Incot.

Referências

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Artroplastia do quadril: quando é necessária?

A artroplastia do quadril, ou prótese de quadril, é necessária quando a dor e a perda de movimento causadas por uma doença da articulação limitam a vida do paciente e não melhoram mesmo com o tratamento conservador bem feito. A decisão não depende só da idade ou da radiografia, e sim do impacto da doença no dia a dia.

Quem orienta é o Dr. Rafael Flores Zavareze, ortopedista com especialização em Patologias do Quadril pelo INTO/RJ (CRM-SC 17180, RQE 9212), sócio da Incot, em Florianópolis, e médico do Serviço de Ortopedia do Hospital Governador Celso Ramos desde 2011.

O que é a artroplastia do quadril?

É a cirurgia que substitui as partes desgastadas da articulação do quadril por componentes artificiais. Na artroplastia total, o cirurgião troca a cabeça do fêmur e reveste o acetábulo, a cavidade da bacia onde ela se encaixa. Na artroplastia parcial, usada principalmente em algumas fraturas, apenas a cabeça do fêmur é substituída. O objetivo é eliminar a dor, devolver o movimento e permitir que a pessoa volte a caminhar com segurança.

Quais doenças podem levar à prótese de quadril?

  • Artrose do quadril, a causa mais frequente, geralmente após os 50 anos
  • Artrite reumatoide e outras doenças inflamatórias das articulações
  • Artrose pós-traumática, depois de fraturas ou luxações graves
  • Necrose da cabeça do fêmur, quando falta circulação para o osso
  • Fraturas do colo do fêmur, comuns em idosos após quedas
  • Sequelas de alterações do quadril na infância, como a displasia

Quais sinais indicam que chegou a hora da cirurgia?

Segundo material de orientação ao paciente do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e a Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos (AAOS), a cirurgia passa a ser considerada quando a dor é persistente e incapacitante apesar de medicamentos, fisioterapia e mudanças nas atividades. Na prática, alguns sinais merecem atenção:

  • Dor no quadril ou na virilha que atrapalha o sono
  • Dificuldade para caminhar distâncias curtas, subir escadas ou levantar da cadeira
  • Necessidade constante de analgésicos para conseguir fazer as tarefas do dia
  • Rigidez que impede calçar meias, cortar as unhas dos pés ou entrar no carro
  • Perda de independência ou abandono de atividades de que a pessoa gosta

Diretrizes como as do NICE, do Reino Unido, recomendam que exercício orientado, controle do peso e educação sobre a doença sejam oferecidos antes do encaminhamento para cirurgia. Quando essas medidas já não bastam, adiar demais a prótese pode levar a perda de força muscular e a uma recuperação mais lenta.

Existe idade certa para colocar prótese de quadril?

Não existe uma idade mínima ou máxima fixa. Pacientes mais jovens podem precisar da cirurgia por necrose, displasia ou trauma, e idosos com boa condição clínica costumam se beneficiar muito do procedimento. O que define a indicação é o conjunto: intensidade da dor, limitação funcional, exames de imagem e saúde geral do paciente.

Quanto à durabilidade, uma grande revisão publicada na revista The Lancet em 2019, com dados de registros nacionais, mostrou que cerca de 89% das próteses totais de quadril ainda funcionavam após 15 anos, 70% após 20 anos e quase 58% após 25 anos.

Como é a recuperação depois da artroplastia?

A recuperação começa logo. Na maioria dos casos, o paciente fica em pé e dá os primeiros passos com andador já no primeiro dia após a cirurgia, com acompanhamento da fisioterapia. Algumas orientações gerais:

  • Caminhadas curtas e diárias são a melhor forma de recuperar força e movimento
  • Exercícios de fisioterapia em casa, conforme orientação da equipe
  • Cuidados com posições nas primeiras semanas, como evitar cadeiras muito baixas e cruzar as pernas, de acordo com a técnica usada
  • Retorno à direção costuma acontecer entre duas e seis semanas, quando houver controle seguro da perna
  • Atividades de baixo impacto, como caminhada, natação, hidroginástica e bicicleta, são bem-vindas após a liberação médica

Procure atendimento imediato em caso de inchaço ou dor na panturrilha, falta de ar, febre persistente ou vermelhidão e secreção na ferida operatória. Veja também nosso guia de cuidados com o curativo no pós-operatório.

Perguntas frequentes

A cirurgia de prótese de quadril é muito dolorida?

Os protocolos atuais de anestesia e controle da dor tornam o pós-operatório bem mais confortável do que no passado, e a dor da artrose costuma desaparecer já nas primeiras semanas.

Quanto tempo de internação?

Depende do paciente e do hospital, mas em geral a alta acontece em poucos dias, assim que a pessoa caminha com segurança.

Avaliação para prótese de quadril em Florianópolis

Se a dor no quadril já limita sua rotina, uma avaliação com especialista ajuda a definir se é hora da cirurgia ou se ainda há espaço para o tratamento conservador. O Dr. Rafael Flores Zavareze atende na Incot, na Av. Mauro Ramos, 901, Centro, Florianópolis. Agende pelo telefone (48) 3222-0901 e saiba mais sobre as técnicas modernas na cirurgia de prótese de quadril.

Referências

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Técnicas modernas na cirurgia de prótese de quadril

A cirurgia de prótese de quadril mudou muito nas últimas décadas. Hoje ela combina acessos que preservam mais os músculos, implantes mais duráveis, planejamento digital e protocolos que colocam o paciente para caminhar logo após a operação. O resultado é uma recuperação mais rápida e uma prótese que pode durar mais de duas décadas.

Quem explica as principais novidades é o Dr. Rafael Flores Zavareze, ortopedista com especialização em Patologias do Quadril pelo INTO/RJ (CRM-SC 17180, RQE 9212) e sócio da Incot, em Florianópolis.

O que mudou na cirurgia de prótese de quadril?

A artroplastia total do quadril é considerada uma das cirurgias de maior sucesso da ortopedia. A ideia central continua a mesma: substituir a cabeça do fêmur e o acetábulo desgastados por componentes artificiais. O que evoluiu foi a forma de chegar à articulação, os materiais usados, a precisão no posicionamento dos implantes e o cuidado com o paciente antes e depois da cirurgia.

Vias de acesso: posterior, lateral e anterior

A via de acesso é o caminho que o cirurgião usa para alcançar o quadril. As mais usadas são a posterior, a lateral e a anterior direta. Todas são seguras e têm bons resultados quando bem indicadas.

A via anterior direta ganhou espaço nos últimos anos porque trabalha entre os músculos, sem precisar desinseri-los. Uma revisão publicada na revista Annals of Joint em 2018 apontou que, nas mãos de cirurgiões experientes, essa via está associada a menos dor, menor uso de opioides, internação mais curta e mobilidade melhor nas primeiras semanas, quando comparada às vias posterior e lateral.

É importante saber que a melhor via é a que se adapta ao seu caso. Anatomia, peso, cirurgias anteriores e o tipo de doença influenciam a escolha, que deve ser feita junto com o cirurgião.

Implantes e materiais mais duráveis

Os componentes da prótese podem ser fixados ao osso com cimento ortopédico ou por integração direta, quando o osso cresce sobre a superfície porosa do implante. A escolha depende principalmente da idade e da qualidade óssea do paciente.

A superfície onde a cabeça da prótese desliza também evoluiu. A combinação de cabeças de cerâmica com polietileno altamente reticulado (cross-linked) reduziu bastante o desgaste do material ao longo dos anos, um dos principais motivos de revisão das próteses antigas. Um estudo publicado na BMC Musculoskeletal Disorders em 2023 acompanhou esse tipo de par por até 10 anos e encontrou taxas de desgaste baixas.

Na prática, isso se reflete na durabilidade: segundo revisão publicada na The Lancet em 2019, cerca de 58% das próteses totais de quadril continuavam funcionando 25 anos após a cirurgia, de acordo com dados de registros nacionais.

Planejamento digital e cirurgia robótica

Antes da cirurgia, o planejamento feito sobre radiografias digitais ou tomografia ajuda a escolher o tamanho dos componentes e a corrigir a diferença de comprimento entre as pernas. Em alguns centros, a navegação e os sistemas robóticos auxiliam o cirurgião durante a operação.

Uma revisão guarda-chuva publicada no Journal of Robotic Surgery em 2026 concluiu que a assistência robótica melhora a precisão do posicionamento do componente do acetábulo, reduz a diferença de comprimento entre os membros e diminui as complicações de curto prazo. Por outro lado, a cirurgia dura em média 16 minutos a mais, e não houve diferença nas taxas de revisão da prótese. A robótica é uma ferramenta a mais, e não substitui a experiência do cirurgião.

Recuperação rápida e mobilização precoce

Uma das mudanças mais perceptíveis para o paciente está no pós-operatório. Os protocolos de recuperação acelerada combinam:

  • Preparo antes da cirurgia, com orientação e, quando possível, fortalecimento muscular
  • Anestesia e controle de dor modernos, que reduzem o uso de opioides
  • Início da caminhada com andador logo após a cirurgia, em geral no mesmo dia ou no dia seguinte, conforme a avaliação da equipe
  • Fisioterapia precoce e alta hospitalar assim que o paciente caminha com segurança

Com isso, a maioria dos pacientes retoma as atividades leves do dia a dia em poucas semanas, sempre com acompanhamento da equipe.

Perguntas frequentes

A cirurgia minimamente invasiva é sempre melhor?

Não necessariamente. Incisões menores e vias que preservam músculos ajudam na recuperação inicial, mas o fator mais importante para o resultado a longo prazo é o correto posicionamento dos componentes e a técnica bem executada.

Quem pode fazer a prótese de quadril com essas técnicas?

A indicação é individual. Veja os critérios no artigo artroplastia do quadril: quando é necessária e converse com o especialista sobre qual técnica faz mais sentido para você.

Prótese de quadril em Florianópolis

Se você recebeu indicação de prótese ou convive com dor no quadril por artrose, uma consulta com especialista ajuda a entender as opções e a planejar a cirurgia com segurança. O Dr. Rafael Flores Zavareze atende na Incot, na Av. Mauro Ramos, 901, Centro, Florianópolis. Agende pelo telefone (48) 3222-0901 ou saiba mais sobre prótese de quadril na Incot.

Referências

  • Barry JJ, Masonis JL, Mason JB. Recovery and outcomes of direct anterior approach total hip arthroplasty. Annals of Joint, 2018. Disponível online
  • Evans JT, et al. How long does a hip replacement last? The Lancet, 2019;393:647-54. Resumo no NIHR
  • How is hip anatomy reconstruction and inlay wear associated up to 10 years after primary THA using ceramic on highly crosslinked polyethylene bearings? BMC Musculoskeletal Disorders, 2023. Disponível no PubMed Central
  • Umbrella review sobre artroplastia total do quadril assistida por robótica. Journal of Robotic Surgery, 2026. Resumo dos autores