Category: Ortopedia

outubro 26, 2026 0 Comments

Artrose no joelho: sintomas, causas e tratamento

A artrose no joelho é o desgaste progressivo da cartilagem que protege as extremidades do fêmur, da tíbia e da patela. Ela provoca dor, rigidez e inchaço, principalmente depois dos 50 anos, e é uma das causas mais comuns de dor no joelho. Na maioria dos casos, o tratamento começa sem cirurgia e consegue controlar bem os sintomas.

Quem explica é o Dr. Bruno Paschoa, médico ortopedista e traumatologista em Florianópolis (CRM-SC 26977, RQE 17048, TEOT 15382), especialista em cirurgia do joelho e artroscopia pela Escola Paulista de Medicina (EPM/UNIFESP) e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho. Ele atende na Incot, no Centro de Florianópolis.

O que é a artrose no joelho?

O joelho é formado pelo encontro do fêmur, da tíbia e da patela. As superfícies desses ossos são revestidas por cartilagem, um tecido liso que permite o deslizamento sem atrito. Na artrose, também chamada de osteoartrite ou gonartrose, essa cartilagem se desgasta. Os ossos passam a ter mais contato, surgem os osteófitos (os chamados bicos de papagaio) e a articulação inflama.

Quais são as causas e os fatores de risco?

Segundo a Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos (AAOS), a artrose do joelho é mais frequente a partir dos 50 anos, mas também pode aparecer em pessoas mais jovens. Os principais fatores associados são:

  • Idade, pelo desgaste natural da cartilagem ao longo dos anos
  • Excesso de peso, que aumenta a carga sobre o joelho a cada passo
  • Lesões antigas, como fraturas, rupturas de menisco ou de ligamentos, que podem levar à chamada artrose pós-traumática
  • Desalinhamentos da perna, como joelhos para dentro ou para fora, que sobrecarregam um dos lados da articulação
  • Doenças inflamatórias, como a artrite reumatoide

Quais são os sintomas da artrose no joelho?

  • Dor que começa aos poucos e piora com atividades como subir escadas, agachar ou caminhar longas distâncias
  • Rigidez pela manhã ou depois de ficar muito tempo sentado
  • Inchaço no joelho
  • Estalos, rangidos ou sensação de areia dentro da articulação
  • Sensação de falseio ou fraqueza na perna
  • Nas fases avançadas, deformidade do joelho e dor mesmo em repouso

Se a dor no joelho dura semanas, piora com o tempo ou já atrapalha a rotina, vale procurar avaliação. Saiba mais sobre as causas de dor no joelho.

Como é feito o diagnóstico?

O ortopedista avalia o histórico, examina o joelho e observa a marcha, o alinhamento da perna e a amplitude de movimento. A radiografia é o exame principal e mostra a redução do espaço entre os ossos e os osteófitos. A ressonância magnética pode ser pedida quando há suspeita de lesões associadas, como as de menisco ou de cartilagem.

Qual é o tratamento para artrose no joelho?

O tratamento é definido caso a caso, de acordo com o grau de desgaste, a dor e o impacto na vida do paciente. Diretrizes internacionais, como as do NICE, do Reino Unido, recomendam que exercício orientado, informação sobre a doença e controle do peso sejam a base do tratamento.

Tratamento sem cirurgia

  • Fisioterapia e fortalecimento da musculatura da coxa, que protege o joelho
  • Atividades de baixo impacto, como bicicleta, natação e hidroginástica
  • Perda de peso, quando há sobrepeso
  • Joelheiras específicas, em casos selecionados
  • Medicamentos para dor e inflamação, sempre com orientação médica
  • Infiltrações no joelho, como corticoide ou ácido hialurônico (viscossuplementação), conforme indicação

A AAOS lembra que as infiltrações com corticoide aliviam a inflamação de forma temporária e devem ser usadas com moderação. Terapias como o PRP podem ser discutidas com o especialista como parte de um plano de tratamento.

Quando a cirurgia é indicada

Quando a dor persiste apesar do tratamento conservador, existem opções cirúrgicas. A osteotomia corrige o eixo da perna em casos de desgaste em um só lado, principalmente em pacientes mais jovens. Já a prótese de joelho, parcial ou total, substitui as superfícies desgastadas. Uma grande revisão publicada na The Lancet em 2019 mostrou que cerca de 82% das próteses totais de joelho ainda funcionavam 25 anos após a cirurgia. Entenda também como funciona a prótese de joelho robótica.

Perguntas frequentes

Artrose no joelho tem cura?

A cartilagem desgastada não se regenera, mas os sintomas podem ser controlados por muitos anos. Nos casos avançados, a prótese substitui a articulação e costuma resolver a dor.

Quem tem artrose no joelho pode fazer exercício?

Pode e deve. O exercício orientado é um dos pilares do tratamento. O ideal é preferir atividades de baixo impacto e fortalecer a musculatura com acompanhamento profissional.

Especialista em joelho em Florianópolis

Se você sente dor, inchaço ou rigidez no joelho, procure avaliação com especialista. O Dr. Bruno Paschoa atende na Incot, na Av. Mauro Ramos, 901, Centro, Florianópolis. Agende sua consulta pelo telefone (48) 3222-0901 ou conheça a equipe de ortopedistas de joelho da Incot.

Referências

outubro 26, 2026 0 Comments

Lesão do LCA: sintomas, tratamento e recuperação

A lesão do LCA (ligamento cruzado anterior) é a ruptura de um dos principais ligamentos que estabilizam o joelho. Ela costuma acontecer em uma torção durante o esporte e provoca um estalo, inchaço rápido e sensação de que o joelho “sai do lugar”. O tratamento pode ser com fisioterapia ou com cirurgia de reconstrução, dependendo da idade, do nível de atividade e da instabilidade do joelho.

Quem orienta é o Dr. Bruno Paschoa, ortopedista e traumatologista em Florianópolis (CRM-SC 26977, RQE 17048, TEOT 15382), especialista em cirurgia do joelho e artroscopia pela EPM/UNIFESP, com aperfeiçoamento nos Estados Unidos em cirurgias complexas do joelho, incluindo lesões multiligamentares. Ele atende na Incot e já atuou como médico de clube de futebol profissional.

O que é o LCA e para que ele serve?

O ligamento cruzado anterior fica no centro do joelho e liga o fêmur à tíbia. Ele impede que a tíbia deslize para a frente e controla a rotação do joelho. É essa função que dá segurança para mudar de direção, girar o corpo e aterrissar de saltos.

Como acontece a lesão do LCA?

De acordo com a Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos (AAOS), a maioria das lesões acontece sem contato direto, em movimentos como:

  • Girar o corpo com o pé fixo no chão
  • Mudar de direção de forma brusca
  • Frear de repente durante a corrida
  • Aterrissar de um salto com o joelho estendido ou para dentro

Futebol, basquete, vôlei, handebol, esportes de luta e esqui estão entre as modalidades de maior risco. A AAOS também aponta que mulheres atletas têm um risco de duas a oito vezes maior de romper o LCA do que os homens.

Quais são os sintomas da lesão do LCA?

  • Estalo no momento da lesão
  • Dor e inchaço que aparecem nas primeiras horas
  • Dificuldade para apoiar o peso ou dobrar o joelho
  • Sensação de falseio ou instabilidade, principalmente ao girar ou mudar de direção

É comum a lesão do LCA vir acompanhada de outras lesões, como a lesão de menisco e lesões da cartilagem. Por isso, a avaliação precoce é importante.

Como é feito o diagnóstico?

O exame físico feito pelo especialista, com testes específicos de estabilidade do joelho, já indica a lesão na maioria dos casos. A ressonância magnética confirma o diagnóstico, mostra o grau da lesão e identifica danos associados. A radiografia ajuda a descartar fraturas.

Lesão do LCA precisa de cirurgia?

Nem sempre. A decisão leva em conta a idade, o nível de atividade física, a presença de instabilidade, as lesões associadas e os objetivos do paciente.

Tratamento sem cirurgia

Pode ser indicado para pessoas com rotina menos exigente, que não praticam esportes de giro e não sentem o joelho falsear. O foco é a fisioterapia, com fortalecimento da musculatura e treino de equilíbrio e controle do movimento.

Reconstrução do LCA

A cirurgia costuma ser recomendada para pessoas ativas, atletas e quem tem instabilidade no dia a dia. Ela é feita por artroscopia, com pequenas incisões, e o ligamento rompido é substituído por um enxerto, geralmente retirado de tendões do próprio paciente. Tratar a instabilidade também ajuda a proteger os meniscos e a cartilagem de novas lesões.

Quanto tempo leva a recuperação?

A reabilitação começa logo após a cirurgia, com fisioterapia para recuperar o movimento, controlar o inchaço e fortalecer a perna. A volta às atividades acontece em etapas, conforme a evolução de cada paciente.

O retorno ao esporte não deve ser apressado. Um estudo publicado no British Journal of Sports Medicine em 2016 mostrou que cada mês de espera até o nono mês após a cirurgia reduziu o risco de nova lesão em cerca de 51%, e que uma força simétrica do quadríceps antes do retorno também diminuiu esse risco. Por isso, a liberação para esportes depende de testes de força e função, e não apenas do tempo.

Perguntas frequentes

Dá para andar com o LCA rompido?

Muitas pessoas conseguem caminhar depois que o inchaço diminui, mas o joelho pode falsear em giros e mudanças de direção. Cada episódio de falseio aumenta o risco de lesões no menisco e na cartilagem.

O LCA cicatriza sozinho?

Em geral, uma ruptura completa do LCA não cicatriza por conta própria. O tratamento busca devolver a estabilidade, seja com reabilitação ou com reconstrução cirúrgica.

Especialista em LCA em Florianópolis

Se você torceu o joelho e sentiu um estalo, inchaço ou falseio, procure avaliação. O Dr. Bruno Paschoa atende na Incot, na Av. Mauro Ramos, 901, Centro, Florianópolis. Agende pelo telefone (48) 3222-0901 e saiba mais sobre a lesão do ligamento cruzado anterior na Incot.

Referências

  • American Academy of Orthopaedic Surgeons (AAOS). Anterior Cruciate Ligament (ACL) Injuries. OrthoInfo
  • Grindem H, Snyder-Mackler L, Moksnes H, Engebretsen L, Risberg MA. Simple decision rules can reduce reinjury risk by 84% after ACL reconstruction: the Delaware-Oslo ACL cohort study. British Journal of Sports Medicine, 2016;50(13):804-8. Resumo

outubro 26, 2026 0 Comments

Prótese de joelho robótica: como funciona e quais as vantagens

A prótese de joelho robótica é a cirurgia de substituição do joelho feita com o auxílio de um braço robótico guiado pelo cirurgião. A partir de um planejamento 3D feito sobre a tomografia do paciente, o sistema ajuda a cortar o osso e a posicionar os componentes da prótese com mais precisão. Quem opera continua sendo o cirurgião: o robô é uma ferramenta que aumenta a exatidão de cada etapa.

Quem explica é o Dr. Bruno Paschoa, ortopedista e traumatologista em Florianópolis (CRM-SC 26977, RQE 17048, TEOT 15382), especialista em cirurgia do joelho e artroscopia pela EPM/UNIFESP. Ele tem aperfeiçoamento em prótese total, unicompartimental e revisões nos Estados Unidos e certificação em cirurgia robótica de prótese de joelho pelo sistema Mako, da Stryker (2024). Ele atende na Incot, no Centro de Florianópolis.

Quando a prótese de joelho é indicada?

A prótese de joelho é indicada principalmente nos casos avançados de artrose no joelho, quando a dor e a limitação continuam mesmo com fisioterapia, controle do peso, medicamentos e infiltrações. Os sinais de alerta mais comuns são dor que atrapalha o sono, dificuldade para caminhar e subir escadas e perda de independência no dia a dia.

Existem dois tipos principais:

  • Prótese total: substitui todas as superfícies do joelho
  • Prótese parcial ou unicompartimental: substitui apenas o lado desgastado, quando o restante da articulação está preservado

Como funciona a cirurgia robótica de joelho?

O processo tem três etapas principais:

  • Planejamento: uma tomografia gera um modelo 3D do joelho do paciente. Com ele, o cirurgião define o tamanho, a posição e o alinhamento ideais da prótese antes da operação.
  • Ajuste durante a cirurgia: o sistema mede o equilíbrio dos ligamentos e o movimento do joelho em tempo real, e o cirurgião ajusta o plano se necessário.
  • Execução guiada: o braço robótico limita a área de corte aos limites planejados, ajudando a preservar osso e tecidos ao redor.

Toda a cirurgia é conduzida pelo cirurgião, que controla o braço robótico o tempo todo.

Quais são as vantagens, segundo a ciência?

A principal vantagem comprovada é a precisão. Uma revisão sistemática com meta-análise de ensaios clínicos randomizados, publicada no European Journal of Orthopaedic Surgery & Traumatology em 2024, reuniu 1.942 joelhos e concluiu que a cirurgia robótica restaurou melhor o alinhamento do joelho do que a técnica convencional.

Nessa mesma análise, os escores de função e as taxas de complicações foram semelhantes entre as duas técnicas. Os autores destacam que os estudos ainda têm acompanhamento limitado e que são necessárias pesquisas maiores com os sistemas mais novos para medir o impacto a longo prazo.

Na prática, isso significa que a robótica é uma aliada da precisão, mas o resultado depende de uma boa indicação, do planejamento e da experiência do cirurgião.

Quanto tempo dura uma prótese de joelho?

Segundo uma grande revisão publicada na The Lancet em 2019, com dados de registros nacionais, cerca de 93% das próteses totais de joelho ainda funcionavam após 15 anos e 82% após 25 anos. Para as próteses parciais, os números foram de cerca de 77% em 15 anos e 70% em 25 anos.

Manter o peso controlado, fortalecer a musculatura e evitar atividades de alto impacto ajudam a preservar a prótese ao longo dos anos.

Como é a recuperação?

A reabilitação começa logo após a cirurgia, com fisioterapia para recuperar o movimento e a força. Na maioria dos casos, o paciente começa a caminhar com apoio nos primeiros dias e evolui de forma gradual. O tempo para retomar cada atividade varia de pessoa para pessoa e é definido em conjunto com a equipe.

Perguntas frequentes

Todo paciente pode fazer prótese de joelho robótica?

A indicação é individual e depende do caso, do tipo de prótese e da avaliação do cirurgião. Converse com o especialista sobre a técnica mais adequada para você.

A cirurgia robótica é feita pelo robô?

Não. O cirurgião planeja e realiza a cirurgia. O braço robótico apenas guia os cortes dentro dos limites definidos pelo médico.

Avaliação para prótese de joelho em Florianópolis

Se a artrose no joelho já limita sua rotina, uma consulta com especialista ajuda a definir o melhor tratamento. O Dr. Bruno Paschoa atende na Incot, na Av. Mauro Ramos, 901, Centro, Florianópolis. Agende pelo telefone (48) 3222-0901 ou conheça a equipe de ortopedistas de joelho da Incot.

Referências

  • Alrajeb R, et al. Robotic-assisted versus conventional total knee arthroplasty: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. European Journal of Orthopaedic Surgery & Traumatology, 2024;34(3). Disponível no PubMed Central
  • Evans JT, et al. How long does a knee replacement last? The Lancet, 2019;393:655-63. Resumo no NIHR
  • American Academy of Orthopaedic Surgeons (AAOS). Arthritis of the Knee. OrthoInfo

outubro 26, 2026 0 Comments

Artrose no quadril em idosos: sintomas, causas e tratamento

A artrose no quadril é o desgaste progressivo da cartilagem que reveste a articulação entre o fêmur e a bacia, e ela se torna mais comum à medida que envelhecemos. Em idosos, o sinal mais típico é uma dor na virilha que piora ao caminhar e vem acompanhada de rigidez ao levantar. Com diagnóstico precoce, a maioria dos pacientes controla os sintomas sem cirurgia por um bom tempo.

Quem explica é o Dr. Rafael Flores Zavareze, ortopedista e traumatologista com especialização em Patologias do Quadril pelo INTO/RJ (CRM-SC 17180, RQE 9212), sócio da Incot, clínica de ortopedia no Centro de Florianópolis.

O que é a artrose no quadril?

O quadril é uma articulação do tipo bola e soquete: a cabeça do fêmur se encaixa no acetábulo, uma cavidade da bacia. As duas superfícies são cobertas por cartilagem, um tecido liso que permite o movimento sem atrito. Na artrose, também chamada de osteoartrose ou coxartrose, essa cartilagem vai se desgastando. O espaço entre os ossos diminui, surgem os bicos de papagaio (osteófitos) e o movimento passa a gerar dor e inflamação.

Uma revisão sistemática publicada na revista Arthritis Research & Therapy estimou que cerca de 8,5% da população analisada apresenta sinais radiográficos de artrose no quadril, e que a frequência cresce de forma consistente com a idade.

Por que a artrose no quadril é mais comum em idosos?

A idade é o principal fator de risco, segundo a Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos (AAOS). Com o passar dos anos, a cartilagem perde parte da capacidade de se renovar e de absorver impacto. Mas a idade raramente age sozinha. Outros fatores que aumentam a chance de desenvolver a doença são:

  • Excesso de peso, que aumenta a carga sobre a articulação a cada passo
  • Histórico familiar de artrose
  • Lesões ou fraturas anteriores no quadril
  • Alterações na formação do quadril desde o nascimento, como a displasia do desenvolvimento do quadril

Por isso, envelhecer não significa necessariamente ter artrose. Muitas pessoas chegam aos 70 ou 80 anos com o quadril preservado, enquanto outras começam a sentir sintomas antes dos 60.

Quais são os sintomas da artrose no quadril?

A dor costuma começar aos poucos e se intensificar com o tempo. Os sinais mais frequentes são:

  • Dor na virilha ou na parte da frente da coxa, que pode irradiar para a nádega ou até para o joelho
  • Rigidez pela manhã ou depois de ficar muito tempo sentado
  • Dificuldade para calçar meias e sapatos, cortar as unhas dos pés ou entrar no carro
  • Mancar ao caminhar
  • Sensação de travamento ou estalos na articulação
  • Nas fases avançadas, dor em repouso e durante a noite

Um ponto importante: dor no joelho em idosos às vezes tem origem no quadril. Por isso a avaliação com o especialista faz diferença no diagnóstico.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico começa pela conversa e pelo exame físico, em que o ortopedista avalia a amplitude de movimento, a marcha e os pontos de dor. A radiografia simples é o principal exame de imagem e costuma mostrar a redução do espaço articular e os osteófitos. Em alguns casos, ressonância magnética ou tomografia ajudam a investigar outras causas de dor, como a necrose da cabeça do fêmur.

Qual é o tratamento para artrose no quadril em idosos?

O tratamento é individual e leva em conta a intensidade da dor, o grau de desgaste e o quanto a doença limita a rotina. Diretrizes internacionais, como as do NICE, do Reino Unido, colocam o exercício orientado, a educação do paciente e o controle do peso como base do tratamento, antes de qualquer indicação cirúrgica.

Tratamento sem cirurgia

  • Fisioterapia e exercícios de fortalecimento para a musculatura do quadril e da coxa
  • Atividades de baixo impacto, como natação, hidroginástica e bicicleta
  • Perda de peso, quando há sobrepeso
  • Adaptações na rotina, como evitar escadas em excesso e usar bengala do lado oposto ao quadril dolorido
  • Medicamentos para dor e inflamação, sempre com prescrição médica
  • Infiltrações na articulação, em casos selecionados

Quando a cirurgia entra em cena

Quando a dor persiste mesmo com o tratamento conservador e passa a comprometer a independência e a qualidade de vida, a prótese de quadril (artroplastia) é a opção mais indicada. Entenda os critérios no artigo artroplastia do quadril: quando é necessária.

Perguntas frequentes

Artrose no quadril tem cura?

O desgaste da cartilagem não se reverte, mas os sintomas podem ser bem controlados. Nos casos avançados, a prótese substitui a articulação desgastada e costuma eliminar a dor.

Caminhar faz bem para quem tem artrose no quadril?

Sim, desde que no ritmo certo. Caminhadas leves e exercícios orientados ajudam a manter a força e a mobilidade. Atividades de alto impacto, como corrida, podem piorar os sintomas.

Qual médico trata artrose no quadril?

O ortopedista, de preferência com especialização em quadril, é o profissional indicado para diagnosticar e conduzir o tratamento, inclusive o cirúrgico.

Avaliação com especialista em quadril em Florianópolis

Se você sente dor na virilha, rigidez ao levantar ou dificuldade para tarefas simples do dia a dia, procure avaliação. Na Incot, o Dr. Rafael Flores Zavareze atende pacientes com doenças do quadril na Av. Mauro Ramos, 901, Centro, Florianópolis. Agende sua consulta pelo telefone (48) 3222-0901 ou conheça a equipe de ortopedistas de quadril da Incot.

Referências

outubro 26, 2026 0 Comments

Artroplastia do quadril: quando é necessária?

A artroplastia do quadril, ou prótese de quadril, é necessária quando a dor e a perda de movimento causadas por uma doença da articulação limitam a vida do paciente e não melhoram mesmo com o tratamento conservador bem feito. A decisão não depende só da idade ou da radiografia, e sim do impacto da doença no dia a dia.

Quem orienta é o Dr. Rafael Flores Zavareze, ortopedista com especialização em Patologias do Quadril pelo INTO/RJ (CRM-SC 17180, RQE 9212), sócio da Incot, em Florianópolis, e médico do Serviço de Ortopedia do Hospital Governador Celso Ramos desde 2011.

O que é a artroplastia do quadril?

É a cirurgia que substitui as partes desgastadas da articulação do quadril por componentes artificiais. Na artroplastia total, o cirurgião troca a cabeça do fêmur e reveste o acetábulo, a cavidade da bacia onde ela se encaixa. Na artroplastia parcial, usada principalmente em algumas fraturas, apenas a cabeça do fêmur é substituída. O objetivo é eliminar a dor, devolver o movimento e permitir que a pessoa volte a caminhar com segurança.

Quais doenças podem levar à prótese de quadril?

  • Artrose do quadril, a causa mais frequente, geralmente após os 50 anos
  • Artrite reumatoide e outras doenças inflamatórias das articulações
  • Artrose pós-traumática, depois de fraturas ou luxações graves
  • Necrose da cabeça do fêmur, quando falta circulação para o osso
  • Fraturas do colo do fêmur, comuns em idosos após quedas
  • Sequelas de alterações do quadril na infância, como a displasia

Quais sinais indicam que chegou a hora da cirurgia?

Segundo material de orientação ao paciente do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e a Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos (AAOS), a cirurgia passa a ser considerada quando a dor é persistente e incapacitante apesar de medicamentos, fisioterapia e mudanças nas atividades. Na prática, alguns sinais merecem atenção:

  • Dor no quadril ou na virilha que atrapalha o sono
  • Dificuldade para caminhar distâncias curtas, subir escadas ou levantar da cadeira
  • Necessidade constante de analgésicos para conseguir fazer as tarefas do dia
  • Rigidez que impede calçar meias, cortar as unhas dos pés ou entrar no carro
  • Perda de independência ou abandono de atividades de que a pessoa gosta

Diretrizes como as do NICE, do Reino Unido, recomendam que exercício orientado, controle do peso e educação sobre a doença sejam oferecidos antes do encaminhamento para cirurgia. Quando essas medidas já não bastam, adiar demais a prótese pode levar a perda de força muscular e a uma recuperação mais lenta.

Existe idade certa para colocar prótese de quadril?

Não existe uma idade mínima ou máxima fixa. Pacientes mais jovens podem precisar da cirurgia por necrose, displasia ou trauma, e idosos com boa condição clínica costumam se beneficiar muito do procedimento. O que define a indicação é o conjunto: intensidade da dor, limitação funcional, exames de imagem e saúde geral do paciente.

Quanto à durabilidade, uma grande revisão publicada na revista The Lancet em 2019, com dados de registros nacionais, mostrou que cerca de 89% das próteses totais de quadril ainda funcionavam após 15 anos, 70% após 20 anos e quase 58% após 25 anos.

Como é a recuperação depois da artroplastia?

A recuperação começa logo. Na maioria dos casos, o paciente fica em pé e dá os primeiros passos com andador já no primeiro dia após a cirurgia, com acompanhamento da fisioterapia. Algumas orientações gerais:

  • Caminhadas curtas e diárias são a melhor forma de recuperar força e movimento
  • Exercícios de fisioterapia em casa, conforme orientação da equipe
  • Cuidados com posições nas primeiras semanas, como evitar cadeiras muito baixas e cruzar as pernas, de acordo com a técnica usada
  • Retorno à direção costuma acontecer entre duas e seis semanas, quando houver controle seguro da perna
  • Atividades de baixo impacto, como caminhada, natação, hidroginástica e bicicleta, são bem-vindas após a liberação médica

Procure atendimento imediato em caso de inchaço ou dor na panturrilha, falta de ar, febre persistente ou vermelhidão e secreção na ferida operatória. Veja também nosso guia de cuidados com o curativo no pós-operatório.

Perguntas frequentes

A cirurgia de prótese de quadril é muito dolorida?

Os protocolos atuais de anestesia e controle da dor tornam o pós-operatório bem mais confortável do que no passado, e a dor da artrose costuma desaparecer já nas primeiras semanas.

Quanto tempo de internação?

Depende do paciente e do hospital, mas em geral a alta acontece em poucos dias, assim que a pessoa caminha com segurança.

Avaliação para prótese de quadril em Florianópolis

Se a dor no quadril já limita sua rotina, uma avaliação com especialista ajuda a definir se é hora da cirurgia ou se ainda há espaço para o tratamento conservador. O Dr. Rafael Flores Zavareze atende na Incot, na Av. Mauro Ramos, 901, Centro, Florianópolis. Agende pelo telefone (48) 3222-0901 e saiba mais sobre as técnicas modernas na cirurgia de prótese de quadril.

Referências

outubro 26, 2026 0 Comments

Técnicas modernas na cirurgia de prótese de quadril

A cirurgia de prótese de quadril mudou muito nas últimas décadas. Hoje ela combina acessos que preservam mais os músculos, implantes mais duráveis, planejamento digital e protocolos que colocam o paciente para caminhar logo após a operação. O resultado é uma recuperação mais rápida e uma prótese que pode durar mais de duas décadas.

Quem explica as principais novidades é o Dr. Rafael Flores Zavareze, ortopedista com especialização em Patologias do Quadril pelo INTO/RJ (CRM-SC 17180, RQE 9212) e sócio da Incot, em Florianópolis.

O que mudou na cirurgia de prótese de quadril?

A artroplastia total do quadril é considerada uma das cirurgias de maior sucesso da ortopedia. A ideia central continua a mesma: substituir a cabeça do fêmur e o acetábulo desgastados por componentes artificiais. O que evoluiu foi a forma de chegar à articulação, os materiais usados, a precisão no posicionamento dos implantes e o cuidado com o paciente antes e depois da cirurgia.

Vias de acesso: posterior, lateral e anterior

A via de acesso é o caminho que o cirurgião usa para alcançar o quadril. As mais usadas são a posterior, a lateral e a anterior direta. Todas são seguras e têm bons resultados quando bem indicadas.

A via anterior direta ganhou espaço nos últimos anos porque trabalha entre os músculos, sem precisar desinseri-los. Uma revisão publicada na revista Annals of Joint em 2018 apontou que, nas mãos de cirurgiões experientes, essa via está associada a menos dor, menor uso de opioides, internação mais curta e mobilidade melhor nas primeiras semanas, quando comparada às vias posterior e lateral.

É importante saber que a melhor via é a que se adapta ao seu caso. Anatomia, peso, cirurgias anteriores e o tipo de doença influenciam a escolha, que deve ser feita junto com o cirurgião.

Implantes e materiais mais duráveis

Os componentes da prótese podem ser fixados ao osso com cimento ortopédico ou por integração direta, quando o osso cresce sobre a superfície porosa do implante. A escolha depende principalmente da idade e da qualidade óssea do paciente.

A superfície onde a cabeça da prótese desliza também evoluiu. A combinação de cabeças de cerâmica com polietileno altamente reticulado (cross-linked) reduziu bastante o desgaste do material ao longo dos anos, um dos principais motivos de revisão das próteses antigas. Um estudo publicado na BMC Musculoskeletal Disorders em 2023 acompanhou esse tipo de par por até 10 anos e encontrou taxas de desgaste baixas.

Na prática, isso se reflete na durabilidade: segundo revisão publicada na The Lancet em 2019, cerca de 58% das próteses totais de quadril continuavam funcionando 25 anos após a cirurgia, de acordo com dados de registros nacionais.

Planejamento digital e cirurgia robótica

Antes da cirurgia, o planejamento feito sobre radiografias digitais ou tomografia ajuda a escolher o tamanho dos componentes e a corrigir a diferença de comprimento entre as pernas. Em alguns centros, a navegação e os sistemas robóticos auxiliam o cirurgião durante a operação.

Uma revisão guarda-chuva publicada no Journal of Robotic Surgery em 2026 concluiu que a assistência robótica melhora a precisão do posicionamento do componente do acetábulo, reduz a diferença de comprimento entre os membros e diminui as complicações de curto prazo. Por outro lado, a cirurgia dura em média 16 minutos a mais, e não houve diferença nas taxas de revisão da prótese. A robótica é uma ferramenta a mais, e não substitui a experiência do cirurgião.

Recuperação rápida e mobilização precoce

Uma das mudanças mais perceptíveis para o paciente está no pós-operatório. Os protocolos de recuperação acelerada combinam:

  • Preparo antes da cirurgia, com orientação e, quando possível, fortalecimento muscular
  • Anestesia e controle de dor modernos, que reduzem o uso de opioides
  • Início da caminhada com andador logo após a cirurgia, em geral no mesmo dia ou no dia seguinte, conforme a avaliação da equipe
  • Fisioterapia precoce e alta hospitalar assim que o paciente caminha com segurança

Com isso, a maioria dos pacientes retoma as atividades leves do dia a dia em poucas semanas, sempre com acompanhamento da equipe.

Perguntas frequentes

A cirurgia minimamente invasiva é sempre melhor?

Não necessariamente. Incisões menores e vias que preservam músculos ajudam na recuperação inicial, mas o fator mais importante para o resultado a longo prazo é o correto posicionamento dos componentes e a técnica bem executada.

Quem pode fazer a prótese de quadril com essas técnicas?

A indicação é individual. Veja os critérios no artigo artroplastia do quadril: quando é necessária e converse com o especialista sobre qual técnica faz mais sentido para você.

Prótese de quadril em Florianópolis

Se você recebeu indicação de prótese ou convive com dor no quadril por artrose, uma consulta com especialista ajuda a entender as opções e a planejar a cirurgia com segurança. O Dr. Rafael Flores Zavareze atende na Incot, na Av. Mauro Ramos, 901, Centro, Florianópolis. Agende pelo telefone (48) 3222-0901 ou saiba mais sobre prótese de quadril na Incot.

Referências

  • Barry JJ, Masonis JL, Mason JB. Recovery and outcomes of direct anterior approach total hip arthroplasty. Annals of Joint, 2018. Disponível online
  • Evans JT, et al. How long does a hip replacement last? The Lancet, 2019;393:647-54. Resumo no NIHR
  • How is hip anatomy reconstruction and inlay wear associated up to 10 years after primary THA using ceramic on highly crosslinked polyethylene bearings? BMC Musculoskeletal Disorders, 2023. Disponível no PubMed Central
  • Umbrella review sobre artroplastia total do quadril assistida por robótica. Journal of Robotic Surgery, 2026. Resumo dos autores

outubro 10, 2026 0 Comments

PRP na ortopedia em Florianópolis: como o plasma rico em plaquetas auxilia a recuperação de lesões

O PRP (plasma rico em plaquetas) é um tratamento feito com o sangue do próprio paciente, que concentra plaquetas e as aplica na região lesionada para estimular os mecanismos naturais de reparação do organismo. Na ortopedia, ele funciona como um aliado do tratamento, e não como substituto, em casos como osteoartrite de joelho, epicondilite lateral do cotovelo, reparo de menisco e discopatia lombar.

Na Incot Florianópolis, o PRP está disponível para os médicos da equipe utilizarem com seus pacientes sempre que houver indicação clínica. Em vídeo publicado no perfil da clínica, o Dr. Roberto de Carvalho Krebs, ortopedista especialista em joelho (CRM 7011), explica quais benefícios podem ser esperados e como essa alternativa entra no planejamento de cada paciente.

O que é o PRP e como ele é preparado

O PRP é obtido a partir de uma coleta simples de sangue do próprio paciente. Esse sangue é processado para separar e concentrar as plaquetas, células que carregam fatores envolvidos na cicatrização e na regeneração dos tecidos.

Depois do preparo, o concentrado é aplicado diretamente na região a ser tratada. Como o material vem do próprio organismo, o PRP é chamado de autólogo. A Resolução CFM nº 2.464/2026 determina que o preparo siga as orientações técnicas da Anvisa, preferencialmente em sistemas fechados, e proíbe a mistura do PRP com medicamentos, células-tronco ou outras substâncias.

Para quais lesões o PRP é indicado na ortopedia

Em julho de 2026, o Conselho Federal de Medicina publicou a Resolução nº 2.464, que deixou de tratar o PRP como experimental em doenças musculoesqueléticas e reconheceu seu uso como tratamento adjuvante em quatro condições:

  • Osteoartrite de joelho, o desgaste da cartilagem que causa dor e rigidez na articulação
  • Epicondilite lateral do cotovelo, conhecida como “cotovelo de tenista”
  • Reparo meniscal, como apoio ao tratamento de lesões no menisco do joelho
  • Discopatia lombar, problemas nos discos da coluna lombar, com regras mais rígidas de aplicação

Para a coluna, a norma exige diagnóstico com correlação clínica e de imagem, aplicação em ambiente hospitalar ou de hospital-dia, orientação por imagem e médico com título de especialista em áreas como ortopedia, neurocirurgia ou medicina da dor.

Na prática, o PRP pode fazer parte da estratégia para lesões musculares, tendíneas e articulares acompanhadas pelo ortopedista, sempre como complemento de um plano que pode incluir fisioterapia, medicação, ajustes de atividade e, quando necessário, cirurgia. Se o seu caso envolve o joelho, vale ler também nossos cinco cuidados essenciais com os joelhos.

Quais benefícios podem ser esperados com o PRP

Quando bem indicado, o objetivo do PRP é contribuir para o controle dos sintomas e favorecer o processo de recuperação. Entre os pontos que costumam ser considerados pelo ortopedista estão:

  • Uso do material do próprio paciente, o que reduz o risco de reações ao produto aplicado
  • Estímulo aos processos naturais de cicatrização, por meio dos fatores presentes nas plaquetas
  • Integração ao tratamento já em andamento, somando ao que a reabilitação e as demais condutas oferecem

É importante ter expectativas realistas. O próprio CFM proíbe apresentar o PRP como promessa de cura, garantia de resultado ou substituto de uma cirurgia que esteja indicada. A resposta varia de pessoa para pessoa, conforme o tipo de lesão, o estágio da condição e o perfil do paciente.

Quando o PRP não é indicado

O PRP não é indicado da mesma forma para todas as pessoas nem para todos os tipos de lesão. Segundo a resolução do CFM, ele não deve ser aplicado em casos de:

  • Infecção ativa no local da aplicação
  • Câncer em atividade
  • Plaquetas baixas de forma relevante ou alterações de coagulação não corrigidas

Além disso, o PRP não substitui tratamentos necessários, como antibióticos, tratamento oncológico, reumatológico ou atendimento de urgência. Por isso, o primeiro passo é sempre uma avaliação ortopédica completa, com exame físico e, quando necessário, exames de imagem.

Como é o tratamento com PRP na Incot Florianópolis

Na Incot, cada caso é avaliado de forma completa para definir as opções de tratamento mais adequadas. A decisão de usar o PRP é tomada pelo médico que acompanha o paciente, a partir do diagnóstico e de um planejamento individualizado. Conheça os ortopedistas da Incot e suas subespecialidades.

De forma geral, o processo envolve:

  1. Consulta e diagnóstico, com avaliação clínica e exames, quando indicados
  2. Definição do plano de tratamento, verificando se o PRP faz sentido para aquele caso
  3. Termo de consentimento, explicando a natureza do tratamento, alternativas, limitações e riscos, como prevê o CFM
  4. Coleta, preparo e aplicação do PRP em ambiente adequado
  5. Acompanhamento da evolução, com retornos e ajustes no plano, se necessário

Perguntas frequentes sobre PRP na ortopedia

O PRP substitui a cirurgia?

Não. O PRP é um tratamento adjuvante. Quando a cirurgia está indicada, ele não deve ser usado como substituto, conforme determina a Resolução CFM nº 2.464/2026.

O PRP é feito com o sangue do próprio paciente?

Sim. O PRP é autólogo, ou seja, preparado exclusivamente a partir do sangue do próprio paciente. A norma do CFM proíbe o uso de material de outras pessoas ou de origem não rastreável.

Qualquer profissional pode aplicar PRP?

Não. A indicação, a aplicação e o acompanhamento do PRP são atos médicos e não podem ser delegados a profissionais não habilitados.

Agende sua avaliação na Incot Florianópolis

Se você convive com dor no joelho, no cotovelo ou outra lesão ortopédica e quer saber se o PRP pode fazer parte do seu tratamento, agende uma avaliação com a equipe da Incot. O ortopedista vai analisar o seu caso e indicar o caminho mais adequado para a sua recuperação.

Incot Florianópolis
Av. Mauro Ramos, 901, Centro, Florianópolis/SC
Telefone: (48) 3222-0901
WhatsApp: (48) 4042-0957

outubro 1, 2026 0 Comments

Ortopedista ou reumatologista: qual especialista procurar para a sua dor?

De forma simples: o ortopedista cuida dos problemas mecânicos e estruturais do sistema musculoesquelético, como lesões, desgastes, fraturas e deformidades, e trata com recursos clínicos e cirúrgicos. O reumatologista trata doenças inflamatórias, autoimunes e sistêmicas que afetam articulações e outros órgãos, sempre de forma clínica. Saber a diferença ajuda a chegar mais rápido ao diagnóstico.

Essa dúvida é muito comum no consultório, e foi tema de um vídeo do Dr. Marcelo André Rocha Ostrowski, ortopedista e traumatologista da INCOT em Florianópolis (CRM/SC 7931, RQE 3868), professor do curso de Medicina da Unisul e examinador do TEOT, a prova de título de especialista da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia.

Assista ao vídeo do Dr. Marcelo Ostrowski no Instagram da INCOT: Ortopedista ou reumatologista?

O que faz o ortopedista?

O ortopedista e traumatologista é o médico que diagnostica e trata problemas de ossos, articulações, músculos, tendões, ligamentos e nervos periféricos, especialmente quando a causa é mecânica, traumática ou degenerativa. Entre as queixas mais comuns estão:

  • torções, entorses e lesões ligamentares;
  • fraturas e traumas;
  • dores por sobrecarga, como tendinites e bursites;
  • desgaste articular (artrose) com necessidade de avaliação estrutural;
  • hérnias de disco, dor lombar e problemas de coluna;
  • deformidades como joanete e alterações da pisada;
  • lesões esportivas.

Além do tratamento clínico, com medicamentos, fisioterapia, órteses e infiltrações, o ortopedista é o especialista que realiza cirurgias quando necessário. Por isso, muitos ortopedistas têm subespecialidades, como pé e tornozelo, joelho, ombro, quadril, mão e coluna.

O que faz o reumatologista?

O reumatologista é o clínico especializado em doenças reumáticas, muitas delas inflamatórias e autoimunes. Essas condições podem afetar várias articulações ao mesmo tempo e também outros órgãos, como pele, rins e pulmões. Exemplos:

  • artrite reumatoide;
  • lúpus;
  • espondiloartrites;
  • gota;
  • fibromialgia;
  • osteoporose, que também é acompanhada por outras especialidades.

O tratamento reumatológico é clínico, geralmente com medicamentos de uso prolongado e acompanhamento contínuo.

Como saber qual especialista procurar?

Alguns sinais ajudam a orientar a escolha:

Procure primeiro um ortopedista quando:

  • a dor começou depois de uma queda, torção, pancada ou esforço;
  • a dor está localizada em uma articulação ou região específica;
  • a dor piora com o movimento e melhora com repouso;
  • há estalos, falseios, travamentos ou deformidade visível;
  • a dor está ligada ao esporte, ao trabalho ou a uma atividade repetitiva.

Considere um reumatologista quando:

  • várias articulações doem ao mesmo tempo, às vezes de forma simétrica;
  • há rigidez prolongada pela manhã, que demora para passar;
  • as articulações ficam inchadas, quentes e avermelhadas sem trauma;
  • a dor vem acompanhada de febre, cansaço, perda de peso ou lesões na pele;
  • existe histórico familiar de doenças autoimunes.

E se eu procurar o especialista “errado”?

Não existe porta errada. As duas especialidades conversam com frequência, e o próprio ortopedista pode identificar sinais de uma doença reumatológica e encaminhar o paciente, assim como o reumatologista encaminha casos que precisam de avaliação estrutural ou cirúrgica.

O que realmente importa é não conviver com uma dor persistente sem investigação. Quanto mais cedo o diagnóstico, melhores as chances de controlar o problema e preservar a função das articulações.

Como é a primeira consulta com o ortopedista?

Na primeira consulta, o ortopedista conversa sobre quando a dor começou, o que piora e o que melhora, se houve trauma, quais atividades você pratica e quais tratamentos já tentou. Em seguida, faz o exame físico, avaliando movimento, força, estabilidade das articulações e pontos de dor.

Com essas informações, o médico decide se é preciso pedir exames, como radiografia, ultrassonografia ou ressonância, e já pode iniciar o tratamento. Se surgirem sinais de doença inflamatória ou sistêmica, como várias articulações inchadas ou alterações em exames de sangue, o paciente é orientado a seguir também com um reumatologista. Leve à consulta exames anteriores e a lista de medicamentos que você usa: isso agiliza o diagnóstico.

Perguntas frequentes

Artrose é com ortopedista ou reumatologista?

Os dois podem acompanhar. O ortopedista costuma ser procurado quando há dor localizada, limitação de movimento ou necessidade de avaliar procedimentos e cirurgia. O reumatologista também trata artrose, principalmente quando há várias articulações envolvidas.

Dor nas costas é com qual especialista?

Na maioria dos casos, o ortopedista, de preferência com atuação em coluna. Dor lombar com rigidez matinal prolongada em pessoas jovens pode sugerir uma doença inflamatória e merece também avaliação reumatológica.

Preciso de encaminhamento para consultar um ortopedista?

Depende do seu plano de saúde. Na INCOT, você pode verificar os convênios atendidos ou agendar uma consulta particular.

Dor que não passa? Fale com a INCOT

Na INCOT, em Florianópolis, você encontra mais de 35 ortopedistas em diversas subespecialidades para investigar a origem da sua dor e indicar o tratamento certo. Conheça nossa equipe médica.

INCOT Clínica de Ortopedia
Av. Mauro Ramos, 901, Centro, Florianópolis/SC
Incot Premium: R. Luiz Delfino, 31, 1º andar, Centro, Florianópolis/SC
Telefone: (48) 3222-0901 | WhatsApp: (48) 4042-0957
Agende sua consulta

Fontes consultadas: Hospital Sírio-Libanês, Reumatologista ou ortopedista; Manual MSD, Dor articular em muitas articulações. Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica.

fevereiro 16, 2026 0 Comments

Está sofrendo com dor nos Ombros e diminuição nos movimentos?

A elevação do braço exige espaço dentro da articulação do ombro. Quando esse espaço diminui por inflamação ou alterações ósseas, o tendão passa a sofrer impacto repetido.

Aqui na Incot, trabalhamos para restaurar esse espaço, reduzir o atrito e evitar a progressão para lesões maiores.

Assita o vídeo agora:

O objetivo é claro: recuperar movimento, aliviar a dor e proteger a articulação no longo prazo. Informe-se.

Incot Florianópolis
(48) 3222-0901

agosto 5, 2019 0 Comments

Cinco Cuidados Essenciais com os Joelhos

Os joelhos são uma das articulações mais importantes e ao mesmo tempo mais exigidas do corpo humano. Eles suportam o peso do corpo, absorvem impactos e possibilitam movimentos essenciais, como caminhar, correr e agachar. Por isso, é fundamental cuidar bem dessa articulação para evitar lesões e garantir qualidade de vida. Veja a seguir cinco cuidados essenciais com os joelhos.

1. Fortalecimento Muscular
Manter os músculos ao redor dos joelhos fortes é uma das principais formas de proteger essa articulação. O fortalecimento dos músculos das pernas, especialmente quadríceps, isquiotibiais e panturrilhas, ajuda a reduzir a carga sobre os joelhos durante o movimento. Exercícios como agachamentos, leg press e fortalecimento funcional são altamente recomendados, sempre com a orientação de um profissional de saúde.

2. Evitar o Excesso de Peso
O excesso de peso sobrecarrega os joelhos, aumentando o risco de desgaste da cartilagem e lesões, como a osteoartrite. Cada quilo a mais pode gerar um impacto significativo nas articulações, especialmente durante atividades físicas intensas. Manter um peso corporal adequado, por meio de uma alimentação equilibrada e atividade física, é essencial para preservar a saúde dos joelhos.

3. Praticar Alongamentos Regulares
Alongar os músculos ao redor dos joelhos melhora a flexibilidade e a amplitude de movimento, o que contribui para a proteção da articulação. O alongamento dos músculos das pernas, quadris e costas deve fazer parte de qualquer rotina de cuidados com os joelhos, prevenindo rigidez e dores. Além disso, o alongamento auxilia na recuperação muscular após exercícios físicos, reduzindo a tensão nos joelhos.

4. Uso Adequado de Calçados
Os calçados desempenham um papel importante na saúde dos joelhos. Sapatos inadequados podem alterar a postura e aumentar o impacto sobre as articulações. Escolher calçados com bom suporte, amortecimento e adequados para o tipo de atividade que você pratica é fundamental. Especialmente em esportes como corrida, caminhar com o tênis apropriado reduz o impacto nos joelhos, ajudando a prevenir lesões.

5. Evitar Movimentos Repetitivos e Exagerados
Esportes ou atividades que exigem movimentos repetitivos dos joelhos, como agachamentos ou corridas longas sem descanso adequado, podem sobrecarregar a articulação. É importante ter cautela e evitar exageros. Se você pratica esportes ou atividades físicas intensas, é recomendado alternar entre treinos de força, flexibilidade e descanso, permitindo que os joelhos se recuperem entre os treinos.