Category: Tratamentos

outubro 26, 2026 0 Comments

Lesão do LCA: sintomas, tratamento e recuperação

A lesão do LCA (ligamento cruzado anterior) é a ruptura de um dos principais ligamentos que estabilizam o joelho. Ela costuma acontecer em uma torção durante o esporte e provoca um estalo, inchaço rápido e sensação de que o joelho “sai do lugar”. O tratamento pode ser com fisioterapia ou com cirurgia de reconstrução, dependendo da idade, do nível de atividade e da instabilidade do joelho.

Quem orienta é o Dr. Bruno Paschoa, ortopedista e traumatologista em Florianópolis (CRM-SC 26977, RQE 17048, TEOT 15382), especialista em cirurgia do joelho e artroscopia pela EPM/UNIFESP, com aperfeiçoamento nos Estados Unidos em cirurgias complexas do joelho, incluindo lesões multiligamentares. Ele atende na Incot e já atuou como médico de clube de futebol profissional.

O que é o LCA e para que ele serve?

O ligamento cruzado anterior fica no centro do joelho e liga o fêmur à tíbia. Ele impede que a tíbia deslize para a frente e controla a rotação do joelho. É essa função que dá segurança para mudar de direção, girar o corpo e aterrissar de saltos.

Como acontece a lesão do LCA?

De acordo com a Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos (AAOS), a maioria das lesões acontece sem contato direto, em movimentos como:

  • Girar o corpo com o pé fixo no chão
  • Mudar de direção de forma brusca
  • Frear de repente durante a corrida
  • Aterrissar de um salto com o joelho estendido ou para dentro

Futebol, basquete, vôlei, handebol, esportes de luta e esqui estão entre as modalidades de maior risco. A AAOS também aponta que mulheres atletas têm um risco de duas a oito vezes maior de romper o LCA do que os homens.

Quais são os sintomas da lesão do LCA?

  • Estalo no momento da lesão
  • Dor e inchaço que aparecem nas primeiras horas
  • Dificuldade para apoiar o peso ou dobrar o joelho
  • Sensação de falseio ou instabilidade, principalmente ao girar ou mudar de direção

É comum a lesão do LCA vir acompanhada de outras lesões, como a lesão de menisco e lesões da cartilagem. Por isso, a avaliação precoce é importante.

Como é feito o diagnóstico?

O exame físico feito pelo especialista, com testes específicos de estabilidade do joelho, já indica a lesão na maioria dos casos. A ressonância magnética confirma o diagnóstico, mostra o grau da lesão e identifica danos associados. A radiografia ajuda a descartar fraturas.

Lesão do LCA precisa de cirurgia?

Nem sempre. A decisão leva em conta a idade, o nível de atividade física, a presença de instabilidade, as lesões associadas e os objetivos do paciente.

Tratamento sem cirurgia

Pode ser indicado para pessoas com rotina menos exigente, que não praticam esportes de giro e não sentem o joelho falsear. O foco é a fisioterapia, com fortalecimento da musculatura e treino de equilíbrio e controle do movimento.

Reconstrução do LCA

A cirurgia costuma ser recomendada para pessoas ativas, atletas e quem tem instabilidade no dia a dia. Ela é feita por artroscopia, com pequenas incisões, e o ligamento rompido é substituído por um enxerto, geralmente retirado de tendões do próprio paciente. Tratar a instabilidade também ajuda a proteger os meniscos e a cartilagem de novas lesões.

Quanto tempo leva a recuperação?

A reabilitação começa logo após a cirurgia, com fisioterapia para recuperar o movimento, controlar o inchaço e fortalecer a perna. A volta às atividades acontece em etapas, conforme a evolução de cada paciente.

O retorno ao esporte não deve ser apressado. Um estudo publicado no British Journal of Sports Medicine em 2016 mostrou que cada mês de espera até o nono mês após a cirurgia reduziu o risco de nova lesão em cerca de 51%, e que uma força simétrica do quadríceps antes do retorno também diminuiu esse risco. Por isso, a liberação para esportes depende de testes de força e função, e não apenas do tempo.

Perguntas frequentes

Dá para andar com o LCA rompido?

Muitas pessoas conseguem caminhar depois que o inchaço diminui, mas o joelho pode falsear em giros e mudanças de direção. Cada episódio de falseio aumenta o risco de lesões no menisco e na cartilagem.

O LCA cicatriza sozinho?

Em geral, uma ruptura completa do LCA não cicatriza por conta própria. O tratamento busca devolver a estabilidade, seja com reabilitação ou com reconstrução cirúrgica.

Especialista em LCA em Florianópolis

Se você torceu o joelho e sentiu um estalo, inchaço ou falseio, procure avaliação. O Dr. Bruno Paschoa atende na Incot, na Av. Mauro Ramos, 901, Centro, Florianópolis. Agende pelo telefone (48) 3222-0901 e saiba mais sobre a lesão do ligamento cruzado anterior na Incot.

Referências

  • American Academy of Orthopaedic Surgeons (AAOS). Anterior Cruciate Ligament (ACL) Injuries. OrthoInfo
  • Grindem H, Snyder-Mackler L, Moksnes H, Engebretsen L, Risberg MA. Simple decision rules can reduce reinjury risk by 84% after ACL reconstruction: the Delaware-Oslo ACL cohort study. British Journal of Sports Medicine, 2016;50(13):804-8. Resumo

outubro 26, 2026 0 Comments

Prótese de joelho robótica: como funciona e quais as vantagens

A prótese de joelho robótica é a cirurgia de substituição do joelho feita com o auxílio de um braço robótico guiado pelo cirurgião. A partir de um planejamento 3D feito sobre a tomografia do paciente, o sistema ajuda a cortar o osso e a posicionar os componentes da prótese com mais precisão. Quem opera continua sendo o cirurgião: o robô é uma ferramenta que aumenta a exatidão de cada etapa.

Quem explica é o Dr. Bruno Paschoa, ortopedista e traumatologista em Florianópolis (CRM-SC 26977, RQE 17048, TEOT 15382), especialista em cirurgia do joelho e artroscopia pela EPM/UNIFESP. Ele tem aperfeiçoamento em prótese total, unicompartimental e revisões nos Estados Unidos e certificação em cirurgia robótica de prótese de joelho pelo sistema Mako, da Stryker (2024). Ele atende na Incot, no Centro de Florianópolis.

Quando a prótese de joelho é indicada?

A prótese de joelho é indicada principalmente nos casos avançados de artrose no joelho, quando a dor e a limitação continuam mesmo com fisioterapia, controle do peso, medicamentos e infiltrações. Os sinais de alerta mais comuns são dor que atrapalha o sono, dificuldade para caminhar e subir escadas e perda de independência no dia a dia.

Existem dois tipos principais:

  • Prótese total: substitui todas as superfícies do joelho
  • Prótese parcial ou unicompartimental: substitui apenas o lado desgastado, quando o restante da articulação está preservado

Como funciona a cirurgia robótica de joelho?

O processo tem três etapas principais:

  • Planejamento: uma tomografia gera um modelo 3D do joelho do paciente. Com ele, o cirurgião define o tamanho, a posição e o alinhamento ideais da prótese antes da operação.
  • Ajuste durante a cirurgia: o sistema mede o equilíbrio dos ligamentos e o movimento do joelho em tempo real, e o cirurgião ajusta o plano se necessário.
  • Execução guiada: o braço robótico limita a área de corte aos limites planejados, ajudando a preservar osso e tecidos ao redor.

Toda a cirurgia é conduzida pelo cirurgião, que controla o braço robótico o tempo todo.

Quais são as vantagens, segundo a ciência?

A principal vantagem comprovada é a precisão. Uma revisão sistemática com meta-análise de ensaios clínicos randomizados, publicada no European Journal of Orthopaedic Surgery & Traumatology em 2024, reuniu 1.942 joelhos e concluiu que a cirurgia robótica restaurou melhor o alinhamento do joelho do que a técnica convencional.

Nessa mesma análise, os escores de função e as taxas de complicações foram semelhantes entre as duas técnicas. Os autores destacam que os estudos ainda têm acompanhamento limitado e que são necessárias pesquisas maiores com os sistemas mais novos para medir o impacto a longo prazo.

Na prática, isso significa que a robótica é uma aliada da precisão, mas o resultado depende de uma boa indicação, do planejamento e da experiência do cirurgião.

Quanto tempo dura uma prótese de joelho?

Segundo uma grande revisão publicada na The Lancet em 2019, com dados de registros nacionais, cerca de 93% das próteses totais de joelho ainda funcionavam após 15 anos e 82% após 25 anos. Para as próteses parciais, os números foram de cerca de 77% em 15 anos e 70% em 25 anos.

Manter o peso controlado, fortalecer a musculatura e evitar atividades de alto impacto ajudam a preservar a prótese ao longo dos anos.

Como é a recuperação?

A reabilitação começa logo após a cirurgia, com fisioterapia para recuperar o movimento e a força. Na maioria dos casos, o paciente começa a caminhar com apoio nos primeiros dias e evolui de forma gradual. O tempo para retomar cada atividade varia de pessoa para pessoa e é definido em conjunto com a equipe.

Perguntas frequentes

Todo paciente pode fazer prótese de joelho robótica?

A indicação é individual e depende do caso, do tipo de prótese e da avaliação do cirurgião. Converse com o especialista sobre a técnica mais adequada para você.

A cirurgia robótica é feita pelo robô?

Não. O cirurgião planeja e realiza a cirurgia. O braço robótico apenas guia os cortes dentro dos limites definidos pelo médico.

Avaliação para prótese de joelho em Florianópolis

Se a artrose no joelho já limita sua rotina, uma consulta com especialista ajuda a definir o melhor tratamento. O Dr. Bruno Paschoa atende na Incot, na Av. Mauro Ramos, 901, Centro, Florianópolis. Agende pelo telefone (48) 3222-0901 ou conheça a equipe de ortopedistas de joelho da Incot.

Referências

  • Alrajeb R, et al. Robotic-assisted versus conventional total knee arthroplasty: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. European Journal of Orthopaedic Surgery & Traumatology, 2024;34(3). Disponível no PubMed Central
  • Evans JT, et al. How long does a knee replacement last? The Lancet, 2019;393:655-63. Resumo no NIHR
  • American Academy of Orthopaedic Surgeons (AAOS). Arthritis of the Knee. OrthoInfo

outubro 10, 2026 0 Comments

PRP na ortopedia em Florianópolis: como o plasma rico em plaquetas auxilia a recuperação de lesões

O PRP (plasma rico em plaquetas) é um tratamento feito com o sangue do próprio paciente, que concentra plaquetas e as aplica na região lesionada para estimular os mecanismos naturais de reparação do organismo. Na ortopedia, ele funciona como um aliado do tratamento, e não como substituto, em casos como osteoartrite de joelho, epicondilite lateral do cotovelo, reparo de menisco e discopatia lombar.

Na Incot Florianópolis, o PRP está disponível para os médicos da equipe utilizarem com seus pacientes sempre que houver indicação clínica. Em vídeo publicado no perfil da clínica, o Dr. Roberto de Carvalho Krebs, ortopedista especialista em joelho (CRM 7011), explica quais benefícios podem ser esperados e como essa alternativa entra no planejamento de cada paciente.

O que é o PRP e como ele é preparado

O PRP é obtido a partir de uma coleta simples de sangue do próprio paciente. Esse sangue é processado para separar e concentrar as plaquetas, células que carregam fatores envolvidos na cicatrização e na regeneração dos tecidos.

Depois do preparo, o concentrado é aplicado diretamente na região a ser tratada. Como o material vem do próprio organismo, o PRP é chamado de autólogo. A Resolução CFM nº 2.464/2026 determina que o preparo siga as orientações técnicas da Anvisa, preferencialmente em sistemas fechados, e proíbe a mistura do PRP com medicamentos, células-tronco ou outras substâncias.

Para quais lesões o PRP é indicado na ortopedia

Em julho de 2026, o Conselho Federal de Medicina publicou a Resolução nº 2.464, que deixou de tratar o PRP como experimental em doenças musculoesqueléticas e reconheceu seu uso como tratamento adjuvante em quatro condições:

  • Osteoartrite de joelho, o desgaste da cartilagem que causa dor e rigidez na articulação
  • Epicondilite lateral do cotovelo, conhecida como “cotovelo de tenista”
  • Reparo meniscal, como apoio ao tratamento de lesões no menisco do joelho
  • Discopatia lombar, problemas nos discos da coluna lombar, com regras mais rígidas de aplicação

Para a coluna, a norma exige diagnóstico com correlação clínica e de imagem, aplicação em ambiente hospitalar ou de hospital-dia, orientação por imagem e médico com título de especialista em áreas como ortopedia, neurocirurgia ou medicina da dor.

Na prática, o PRP pode fazer parte da estratégia para lesões musculares, tendíneas e articulares acompanhadas pelo ortopedista, sempre como complemento de um plano que pode incluir fisioterapia, medicação, ajustes de atividade e, quando necessário, cirurgia. Se o seu caso envolve o joelho, vale ler também nossos cinco cuidados essenciais com os joelhos.

Quais benefícios podem ser esperados com o PRP

Quando bem indicado, o objetivo do PRP é contribuir para o controle dos sintomas e favorecer o processo de recuperação. Entre os pontos que costumam ser considerados pelo ortopedista estão:

  • Uso do material do próprio paciente, o que reduz o risco de reações ao produto aplicado
  • Estímulo aos processos naturais de cicatrização, por meio dos fatores presentes nas plaquetas
  • Integração ao tratamento já em andamento, somando ao que a reabilitação e as demais condutas oferecem

É importante ter expectativas realistas. O próprio CFM proíbe apresentar o PRP como promessa de cura, garantia de resultado ou substituto de uma cirurgia que esteja indicada. A resposta varia de pessoa para pessoa, conforme o tipo de lesão, o estágio da condição e o perfil do paciente.

Quando o PRP não é indicado

O PRP não é indicado da mesma forma para todas as pessoas nem para todos os tipos de lesão. Segundo a resolução do CFM, ele não deve ser aplicado em casos de:

  • Infecção ativa no local da aplicação
  • Câncer em atividade
  • Plaquetas baixas de forma relevante ou alterações de coagulação não corrigidas

Além disso, o PRP não substitui tratamentos necessários, como antibióticos, tratamento oncológico, reumatológico ou atendimento de urgência. Por isso, o primeiro passo é sempre uma avaliação ortopédica completa, com exame físico e, quando necessário, exames de imagem.

Como é o tratamento com PRP na Incot Florianópolis

Na Incot, cada caso é avaliado de forma completa para definir as opções de tratamento mais adequadas. A decisão de usar o PRP é tomada pelo médico que acompanha o paciente, a partir do diagnóstico e de um planejamento individualizado. Conheça os ortopedistas da Incot e suas subespecialidades.

De forma geral, o processo envolve:

  1. Consulta e diagnóstico, com avaliação clínica e exames, quando indicados
  2. Definição do plano de tratamento, verificando se o PRP faz sentido para aquele caso
  3. Termo de consentimento, explicando a natureza do tratamento, alternativas, limitações e riscos, como prevê o CFM
  4. Coleta, preparo e aplicação do PRP em ambiente adequado
  5. Acompanhamento da evolução, com retornos e ajustes no plano, se necessário

Perguntas frequentes sobre PRP na ortopedia

O PRP substitui a cirurgia?

Não. O PRP é um tratamento adjuvante. Quando a cirurgia está indicada, ele não deve ser usado como substituto, conforme determina a Resolução CFM nº 2.464/2026.

O PRP é feito com o sangue do próprio paciente?

Sim. O PRP é autólogo, ou seja, preparado exclusivamente a partir do sangue do próprio paciente. A norma do CFM proíbe o uso de material de outras pessoas ou de origem não rastreável.

Qualquer profissional pode aplicar PRP?

Não. A indicação, a aplicação e o acompanhamento do PRP são atos médicos e não podem ser delegados a profissionais não habilitados.

Agende sua avaliação na Incot Florianópolis

Se você convive com dor no joelho, no cotovelo ou outra lesão ortopédica e quer saber se o PRP pode fazer parte do seu tratamento, agende uma avaliação com a equipe da Incot. O ortopedista vai analisar o seu caso e indicar o caminho mais adequado para a sua recuperação.

Incot Florianópolis
Av. Mauro Ramos, 901, Centro, Florianópolis/SC
Telefone: (48) 3222-0901
WhatsApp: (48) 4042-0957

outubro 1, 2026 0 Comments

Ortopedista ou reumatologista: qual especialista procurar para a sua dor?

De forma simples: o ortopedista cuida dos problemas mecânicos e estruturais do sistema musculoesquelético, como lesões, desgastes, fraturas e deformidades, e trata com recursos clínicos e cirúrgicos. O reumatologista trata doenças inflamatórias, autoimunes e sistêmicas que afetam articulações e outros órgãos, sempre de forma clínica. Saber a diferença ajuda a chegar mais rápido ao diagnóstico.

Essa dúvida é muito comum no consultório, e foi tema de um vídeo do Dr. Marcelo André Rocha Ostrowski, ortopedista e traumatologista da INCOT em Florianópolis (CRM/SC 7931, RQE 3868), professor do curso de Medicina da Unisul e examinador do TEOT, a prova de título de especialista da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia.

Assista ao vídeo do Dr. Marcelo Ostrowski no Instagram da INCOT: Ortopedista ou reumatologista?

O que faz o ortopedista?

O ortopedista e traumatologista é o médico que diagnostica e trata problemas de ossos, articulações, músculos, tendões, ligamentos e nervos periféricos, especialmente quando a causa é mecânica, traumática ou degenerativa. Entre as queixas mais comuns estão:

  • torções, entorses e lesões ligamentares;
  • fraturas e traumas;
  • dores por sobrecarga, como tendinites e bursites;
  • desgaste articular (artrose) com necessidade de avaliação estrutural;
  • hérnias de disco, dor lombar e problemas de coluna;
  • deformidades como joanete e alterações da pisada;
  • lesões esportivas.

Além do tratamento clínico, com medicamentos, fisioterapia, órteses e infiltrações, o ortopedista é o especialista que realiza cirurgias quando necessário. Por isso, muitos ortopedistas têm subespecialidades, como pé e tornozelo, joelho, ombro, quadril, mão e coluna.

O que faz o reumatologista?

O reumatologista é o clínico especializado em doenças reumáticas, muitas delas inflamatórias e autoimunes. Essas condições podem afetar várias articulações ao mesmo tempo e também outros órgãos, como pele, rins e pulmões. Exemplos:

  • artrite reumatoide;
  • lúpus;
  • espondiloartrites;
  • gota;
  • fibromialgia;
  • osteoporose, que também é acompanhada por outras especialidades.

O tratamento reumatológico é clínico, geralmente com medicamentos de uso prolongado e acompanhamento contínuo.

Como saber qual especialista procurar?

Alguns sinais ajudam a orientar a escolha:

Procure primeiro um ortopedista quando:

  • a dor começou depois de uma queda, torção, pancada ou esforço;
  • a dor está localizada em uma articulação ou região específica;
  • a dor piora com o movimento e melhora com repouso;
  • há estalos, falseios, travamentos ou deformidade visível;
  • a dor está ligada ao esporte, ao trabalho ou a uma atividade repetitiva.

Considere um reumatologista quando:

  • várias articulações doem ao mesmo tempo, às vezes de forma simétrica;
  • há rigidez prolongada pela manhã, que demora para passar;
  • as articulações ficam inchadas, quentes e avermelhadas sem trauma;
  • a dor vem acompanhada de febre, cansaço, perda de peso ou lesões na pele;
  • existe histórico familiar de doenças autoimunes.

E se eu procurar o especialista “errado”?

Não existe porta errada. As duas especialidades conversam com frequência, e o próprio ortopedista pode identificar sinais de uma doença reumatológica e encaminhar o paciente, assim como o reumatologista encaminha casos que precisam de avaliação estrutural ou cirúrgica.

O que realmente importa é não conviver com uma dor persistente sem investigação. Quanto mais cedo o diagnóstico, melhores as chances de controlar o problema e preservar a função das articulações.

Como é a primeira consulta com o ortopedista?

Na primeira consulta, o ortopedista conversa sobre quando a dor começou, o que piora e o que melhora, se houve trauma, quais atividades você pratica e quais tratamentos já tentou. Em seguida, faz o exame físico, avaliando movimento, força, estabilidade das articulações e pontos de dor.

Com essas informações, o médico decide se é preciso pedir exames, como radiografia, ultrassonografia ou ressonância, e já pode iniciar o tratamento. Se surgirem sinais de doença inflamatória ou sistêmica, como várias articulações inchadas ou alterações em exames de sangue, o paciente é orientado a seguir também com um reumatologista. Leve à consulta exames anteriores e a lista de medicamentos que você usa: isso agiliza o diagnóstico.

Perguntas frequentes

Artrose é com ortopedista ou reumatologista?

Os dois podem acompanhar. O ortopedista costuma ser procurado quando há dor localizada, limitação de movimento ou necessidade de avaliar procedimentos e cirurgia. O reumatologista também trata artrose, principalmente quando há várias articulações envolvidas.

Dor nas costas é com qual especialista?

Na maioria dos casos, o ortopedista, de preferência com atuação em coluna. Dor lombar com rigidez matinal prolongada em pessoas jovens pode sugerir uma doença inflamatória e merece também avaliação reumatológica.

Preciso de encaminhamento para consultar um ortopedista?

Depende do seu plano de saúde. Na INCOT, você pode verificar os convênios atendidos ou agendar uma consulta particular.

Dor que não passa? Fale com a INCOT

Na INCOT, em Florianópolis, você encontra mais de 35 ortopedistas em diversas subespecialidades para investigar a origem da sua dor e indicar o tratamento certo. Conheça nossa equipe médica.

INCOT Clínica de Ortopedia
Av. Mauro Ramos, 901, Centro, Florianópolis/SC
Incot Premium: R. Luiz Delfino, 31, 1º andar, Centro, Florianópolis/SC
Telefone: (48) 3222-0901 | WhatsApp: (48) 4042-0957
Agende sua consulta

Fontes consultadas: Hospital Sírio-Libanês, Reumatologista ou ortopedista; Manual MSD, Dor articular em muitas articulações. Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica.

agosto 5, 2019 0 Comments

A Importância da Coluna Vertebral para a Saúde

A coluna vertebral é uma das estruturas mais importantes do corpo humano, desempenhando um papel fundamental no nosso dia a dia. Ela é responsável por sustentar o corpo, permitir a mobilidade e proteger a medula espinhal, que é o centro de comunicação do sistema nervoso. Cuidar bem da coluna é essencial para garantir qualidade de vida e evitar problemas de saúde que possam limitar movimentos e causar dores crônicas. A seguir, conheça a importância da coluna vertebral e como mantê-la saudável.

1. Sustentação e Equilíbrio do Corpo
A coluna vertebral é a base de sustentação do corpo, ajudando a manter a postura e o equilíbrio. Ela suporta o peso da cabeça, dos braços e do tronco, permitindo que fiquemos em pé, sentados ou em movimento. Sem uma coluna saudável, seria difícil manter a postura correta e evitar dores que podem surgir devido ao desalinhamento da coluna.

2. Proteção da Medula Espinhal
Dentro da coluna vertebral, está a medula espinhal, uma extensão do cérebro que transmite sinais nervosos para o restante do corpo. Esses sinais controlam todas as funções do organismo, desde os movimentos até as sensações. A coluna vertebral funciona como uma “armadura” que protege essa estrutura vital contra lesões, sendo crucial para garantir o pleno funcionamento do sistema nervoso.

3. Mobilidade e Flexibilidade
A coluna vertebral é composta por vértebras que se conectam através de discos intervertebrais e articulações, o que permite que ela seja flexível e móvel. Essa estrutura possibilita uma ampla gama de movimentos, como dobrar, girar e esticar. Sem a flexibilidade da coluna, atividades simples, como se abaixar para pegar algo ou olhar para os lados, seriam extremamente limitadas.

4. Absorção de Impactos
Os discos intervertebrais que se encontram entre as vértebras agem como amortecedores, absorvendo o impacto gerado durante atividades diárias, como caminhar, correr ou levantar pesos. Esses discos ajudam a distribuir a carga de maneira equilibrada, prevenindo que as vértebras se desgastem rapidamente e evitando dores e lesões.

5. Prevenção de Doenças e Dores Crônicas
Problemas na coluna, como hérnias de disco, escoliose e cifose, podem afetar significativamente a qualidade de vida. Essas condições são muitas vezes resultado de maus hábitos posturais, sedentarismo ou sobrecarga na coluna. Cuidar da saúde da coluna, com uma boa postura, exercícios de fortalecimento e alongamento, ajuda a prevenir essas condições e a manter uma vida livre de dores crônicas.

Como Cuidar da Coluna Vertebral?
Para garantir a saúde da coluna vertebral, alguns cuidados simples podem ser adotados:

  • Manter a postura correta ao sentar, em pé ou ao carregar objetos;
  • Fortalecer os músculos das costas e abdômen para dar suporte à coluna;
  • Praticar atividades físicas regulares, especialmente exercícios que melhorem a flexibilidade e o equilíbrio;
  • Evitar o excesso de peso, pois o sobrepeso sobrecarrega a coluna;
  • Fazer pausas regulares se você trabalha em uma posição sentada por longos períodos, para alongar e movimentar a coluna.

A coluna vertebral é o alicerce do corpo humano e merece atenção especial para garantir uma vida saudável e ativa. Cuidados preventivos são fundamentais para evitar problemas no futuro e manter a mobilidade e o bem-estar. Em caso de dores persistentes ou desconfortos, é importante procurar um especialista, como um ortopedista, para uma avaliação completa.