
PRP na ortopedia em Florianópolis: como o plasma rico em plaquetas auxilia a recuperação de lesões
O PRP (plasma rico em plaquetas) é um tratamento feito com o sangue do próprio paciente, que concentra plaquetas e as aplica na região lesionada para estimular os mecanismos naturais de reparação do organismo. Na ortopedia, ele funciona como um aliado do tratamento, e não como substituto, em casos como osteoartrite de joelho, epicondilite lateral do cotovelo, reparo de menisco e discopatia lombar.
Na Incot Florianópolis, o PRP está disponível para os médicos da equipe utilizarem com seus pacientes sempre que houver indicação clínica. Em vídeo publicado no perfil da clínica, o Dr. Roberto de Carvalho Krebs, ortopedista especialista em joelho (CRM 7011), explica quais benefícios podem ser esperados e como essa alternativa entra no planejamento de cada paciente.
O que é o PRP e como ele é preparado
O PRP é obtido a partir de uma coleta simples de sangue do próprio paciente. Esse sangue é processado para separar e concentrar as plaquetas, células que carregam fatores envolvidos na cicatrização e na regeneração dos tecidos.
Depois do preparo, o concentrado é aplicado diretamente na região a ser tratada. Como o material vem do próprio organismo, o PRP é chamado de autólogo. A Resolução CFM nº 2.464/2026 determina que o preparo siga as orientações técnicas da Anvisa, preferencialmente em sistemas fechados, e proíbe a mistura do PRP com medicamentos, células-tronco ou outras substâncias.
Para quais lesões o PRP é indicado na ortopedia
Em julho de 2026, o Conselho Federal de Medicina publicou a Resolução nº 2.464, que deixou de tratar o PRP como experimental em doenças musculoesqueléticas e reconheceu seu uso como tratamento adjuvante em quatro condições:
- Osteoartrite de joelho, o desgaste da cartilagem que causa dor e rigidez na articulação
- Epicondilite lateral do cotovelo, conhecida como “cotovelo de tenista”
- Reparo meniscal, como apoio ao tratamento de lesões no menisco do joelho
- Discopatia lombar, problemas nos discos da coluna lombar, com regras mais rígidas de aplicação
Para a coluna, a norma exige diagnóstico com correlação clínica e de imagem, aplicação em ambiente hospitalar ou de hospital-dia, orientação por imagem e médico com título de especialista em áreas como ortopedia, neurocirurgia ou medicina da dor.
Na prática, o PRP pode fazer parte da estratégia para lesões musculares, tendíneas e articulares acompanhadas pelo ortopedista, sempre como complemento de um plano que pode incluir fisioterapia, medicação, ajustes de atividade e, quando necessário, cirurgia. Se o seu caso envolve o joelho, vale ler também nossos cinco cuidados essenciais com os joelhos.
Quais benefícios podem ser esperados com o PRP
Quando bem indicado, o objetivo do PRP é contribuir para o controle dos sintomas e favorecer o processo de recuperação. Entre os pontos que costumam ser considerados pelo ortopedista estão:
- Uso do material do próprio paciente, o que reduz o risco de reações ao produto aplicado
- Estímulo aos processos naturais de cicatrização, por meio dos fatores presentes nas plaquetas
- Integração ao tratamento já em andamento, somando ao que a reabilitação e as demais condutas oferecem
É importante ter expectativas realistas. O próprio CFM proíbe apresentar o PRP como promessa de cura, garantia de resultado ou substituto de uma cirurgia que esteja indicada. A resposta varia de pessoa para pessoa, conforme o tipo de lesão, o estágio da condição e o perfil do paciente.
Quando o PRP não é indicado
O PRP não é indicado da mesma forma para todas as pessoas nem para todos os tipos de lesão. Segundo a resolução do CFM, ele não deve ser aplicado em casos de:
- Infecção ativa no local da aplicação
- Câncer em atividade
- Plaquetas baixas de forma relevante ou alterações de coagulação não corrigidas
Além disso, o PRP não substitui tratamentos necessários, como antibióticos, tratamento oncológico, reumatológico ou atendimento de urgência. Por isso, o primeiro passo é sempre uma avaliação ortopédica completa, com exame físico e, quando necessário, exames de imagem.
Como é o tratamento com PRP na Incot Florianópolis
Na Incot, cada caso é avaliado de forma completa para definir as opções de tratamento mais adequadas. A decisão de usar o PRP é tomada pelo médico que acompanha o paciente, a partir do diagnóstico e de um planejamento individualizado. Conheça os ortopedistas da Incot e suas subespecialidades.
De forma geral, o processo envolve:
- Consulta e diagnóstico, com avaliação clínica e exames, quando indicados
- Definição do plano de tratamento, verificando se o PRP faz sentido para aquele caso
- Termo de consentimento, explicando a natureza do tratamento, alternativas, limitações e riscos, como prevê o CFM
- Coleta, preparo e aplicação do PRP em ambiente adequado
- Acompanhamento da evolução, com retornos e ajustes no plano, se necessário
Perguntas frequentes sobre PRP na ortopedia
O PRP substitui a cirurgia?
Não. O PRP é um tratamento adjuvante. Quando a cirurgia está indicada, ele não deve ser usado como substituto, conforme determina a Resolução CFM nº 2.464/2026.
O PRP é feito com o sangue do próprio paciente?
Sim. O PRP é autólogo, ou seja, preparado exclusivamente a partir do sangue do próprio paciente. A norma do CFM proíbe o uso de material de outras pessoas ou de origem não rastreável.
Qualquer profissional pode aplicar PRP?
Não. A indicação, a aplicação e o acompanhamento do PRP são atos médicos e não podem ser delegados a profissionais não habilitados.
Agende sua avaliação na Incot Florianópolis
Se você convive com dor no joelho, no cotovelo ou outra lesão ortopédica e quer saber se o PRP pode fazer parte do seu tratamento, agende uma avaliação com a equipe da Incot. O ortopedista vai analisar o seu caso e indicar o caminho mais adequado para a sua recuperação.
Incot Florianópolis
Av. Mauro Ramos, 901, Centro, Florianópolis/SC
Telefone: (48) 3222-0901
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